quinta-feira, abril 14, 2005

Sugestões de leituras (de 15 a 22 Abril)

“Melodia ao Anoitecer”, de Siddharth Dhanvant Shanghvi (Civilização)
O livro que estabeleceu comparações entre o autor e os consagrados Salman Rushdie e Arundhati Roy. “Melodia ao Anoitecer” é um livro que se vê mais do que se lê, dedicado a manter vivas as tradições de uma Índia desconhecida para o povo europeu. Excelente escrita e passagens quase poéticas. O regresso em força do realismo mágico.

“As Deusas em cada Mulher”, de Jean Shinoda Bolen (Planeta)
Um livro para todas as mulheres, dirigido sobretudo àquelas que se sentem na terceira fase da vida. Em 263 páginas, Bolen explica por que essas devem dar um passo em frente e assumir a sua responsabilidade perante o mundo, oferecendo tudo o que absorveram ao longo da vida. Para isso, a escritora conta a história de deusas e fala de arquétipos – modelos endógenos de conduta, segundo o psicólogo suíço Jung. O fim: “uma mulher viçosa e sumarenta”.

“Os Filhos”, de Dan Franck (Asa)
Jeanne e Pierre. Divorciados. Pais. Haverá, na vida, uma segunda oportunidade? Dan Franck está preparado para provar que sim, depois de em 1991 ter ganho o Prémio Renaudot com “A Separação”. Uma nova família, com antecedentes difíceis, quatro crianças e dois solteirões felizes que encontram finalmente no outro o amor correspondido, procura resistir aos conflitos do dia-a-dia. No livro inspirou-se Christian Vincent para um filme com o mesmo nome.

“Estação Carandiru”, de Drauzio Varella (Palavra)
Best-seller no Brasil, venceu inúmeros prémios: melhor reportagem, melhor livro de não-ficção e melhor livro. Acabou por inspirar um filme que, curiosamente, antecipou a obra de Drauzio Varella em Portugal. O autor relata o trabalho voluntário de prevenção à SIDA que realizou como médico na Casa de Detenção de S. Paulo, a maior prisão brasileira, no bairro de Carandiru. Uma experiência pessoal intensa.

“Jorge Palma – Na Terra dos Sonhos”, organizado por João Carlos Callixto (Quasi)
De 1971 até ontem. Do primeiro vinil pela banda Sindicatos até estar a solo no palco. Único na voz e nas palavras. É o primeiro livro que reúne tudo o que foi escrito pelo cantor que melhor sobreviveu ao fim do protesto político. Crítico desde sempre, um livro em que se folheia Jorge Palma: “Deixa a música ser/Deixa a música sair/Deixa a música continuar/Deixa a música levar-te onde o teu coração quer chegar.”

“O Segredo de Mona Lisa”, de Dolores García (Europa-América)
Francesco Melzi, discípulo de Leonardo da Vinci, assiste às últimas horas de vida do mestre, ainda e sempre obcecado com um quadro: “La Gioconda”. O génio conta então, por Melzi que o narra e por Dolores García que o escreve, a sua relação com a mulher que retratará no quadro hoje em exposição no Museu do Louvre, em Paris. Lisa Gherardini, a sua... Lisa. Um romance, de estreia, muito interessante.