segunda-feira, março 14, 2005

Hugo e o tilt

Escrevi há uns meses no Maisfutebol que uma bola nos pés de Hugo fazia "tilt". A expressão foi mesmo esta. Não esperava que agora, num jogo tão importante para o Sporting, o central me desse razão (bem, algum dia tinha de acontecer...).

Aquela escorregadela para o segundo golo do Penafiel até poderia ser acompanhado pela intensidade de Monserrat Cabballe e de Placido Domingo (risquei do libretto o Freddy Mercury) numa área de ópera na banda sonora de um DVD com as maiores broncas de sempre... Ficaria bem. O que me chateia é que ele não merece. Por ser bom profissional, por dar sempre o máximo, por que quando não é amigo dos erros é um exemplo para os companheiros.

Hugo podia lutar pelo título de jogador mais azarado do mundo. É um exagero porque Frank Sinclair foi o rei dos autogolos em Inglaterra e porque quando o Famalicão estava na I divisão morava lá um tal de Celestino. Esses dois serão difíceis de destronar no ranking. Aquele escorregar foi azar, deixem-me dizê-lo, mesmo que não seja verdade nua e crua. Mesmo que pudesse ter feito um milhar de coisas antes de sentir o pé de apoio a deslocar-se no sentido contrário à relva. O problema de Hugo é a imagem. Toda a gente pressente que ele vai falhar mesmo antes de isso acontecer... Lembram-se de Polga em alguns momentos esta época. Foi azar, não foi?

(by Luís Mateus)