O "approach" lírico de Zeca Baleiro
Um dos mais talentosos e criativos músicos brasileiros da actualidade, um cenário de intimidade e o último concerto de uma digressão: Zeca Baleiro no Directv Music Hall, em Julho de 2002. Agora, em DVD.
“Líricas” é o nome do trabalho, homónimo do álbum lançado em 2000 e ao qual vai beber grande parte dos temas. Depois de “Por Onde Andará Stephen Fry?” e “Vô Imbolá”, o terceiro e penúltimo CD - “Pet Shop Mundo Cão” é o seu trabalho mais recente - significou uma mudança de rumo. É mais calmo, acústico e menos rítmico que os antecessores. É esse estado de espírito que reflecte o DVD.
O cenário lembra uma sala onde três músicos se encontraram para tocar. E a intimidade com o público surge à medida que os temas se sucedem, que Zeca vai mandando piropos e contando histórias e piadas. Hinos como “Minha Casa”, “Comigo”, “Stephen Fry?”, “Quase Nada”, “Babylon” e “Proibida para Mim” incendeiam o ambiente.
Como se mais de uma hora e vinte minutos não chegassem para nos convencer da sua qualidade, os três temas-extra são absolutamente fabulosos: “Bienal”, “Samba do Approach” e “Nalgum Lugar”. Depois, para os fãs, há ainda os videoclips “Proibida para Mim” e “Quase Nada” e o “making of” deste último. Uma entrevista de 11 minutos, uma galeria de fotos e cenas cortadas completam este DVD imprescindível para quem gosta de música popular brasileira. Ficou convencidos. Nós ficámos.
Depois de “Campo de Sangue”, Dulce Maria Cardoso editou recentemente “Os Meus Sentimentos”, um excelente livro, também com a chancela da Asa, que se passa nos minutos que demora uma mulher (Violeta) a morrer, após um acidente de automóvel. Quase mórbido, mas ao mesmo tempo bastante distante de o ser. Triste, como as cores (castanho e branco) que fazem a capa. Uma história de vida. O segundo exemplo de que a autora está na linha da frente dos autores portugueses.
O amor, outra vez. O encontro, a paixão, a separação, a sensação corrosiva de vazio, o reencontro. Quase um ano depois de “Romance em Amesterdão”, Tiago Rebelo edita o seu sexto trabalho de ficção. “Encontro em Jerusalém” é, muito provavelmente, o melhor livro do autor, que a editora (Presença) classifica como o Nicholas Sparks português, comparando os números das vendas.
Um peixe, a solidão do mar, uma doença mortal. A luta pela sobrevivência. O velho Santiago lança-se ao alto mar, em redor de Havana, Cuba, para provar aos mais jovens que, depois de 84 dias sem pescar qualquer peixe, ainda tem o instinto e a perícia necessários para não voltar com a proa vazia. Com uma nova isca, feita por um jovem amigo, o aprendiz e antigo companheiro de pesca Manolín, prepara-se para capturar um peixe-recorde, com mais de cinco metros de comprimento.
